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A história da Tappeto

Um nome com história.
Uma marca com identidade própria.

A Tappeto nasceu de uma trajetória construída ao longo de mais de 15 anos de pesquisa, desenvolvimento e dedicação ao meu próprio trabalho.

O nome Tappeto, com dois Ps, carrega uma história anterior à marca que existe hoje. Durante muitos anos, esse nome esteve registrado e vinculado a outra empresa.

 

Quando esse ciclo chegou ao fim e o caminho para um novo registro se abriu, escolhi levar esse nome adiante e dar a ele um novo significado.

Foi assim que começou uma nova história.

A Tappeto que existe hoje é fruto de uma construção própria.

 

Ela nasceu da minha experiência, da minha pesquisa e do desenvolvimento de uma técnica que venho aprimorando ao longo de muitos anos. Não se trata apenas de um nome: existe uma maneira própria de criar, desenvolver e realizar cada trabalho.

Tappeto
Tappeto

De onde veio

Escolher um nome para uma marca é também escolher uma história para contar.

Quando encontrei a possibilidade de seguir com o nome Tappeto, ele já carregava uma trajetória anterior. Mas o que me moveu foi a possibilidade de construir, a partir daquele nome, algo novo e genuinamente meu.

A partir daí, comecei a desenvolver a Tappeto com uma identidade própria, baseada na experiência que construí ao longo dos anos e na técnica que desenvolvi para o meu trabalho.

O nome ganhou uma nova trajetória.

A Tappeto de hoje

Hoje, Tappeto representa o resultado de mais de 15 anos de dedicação, pesquisa e desenvolvimento.

É uma marca construída a partir de uma técnica própria, de um olhar autoral e de uma maneira particular de transformar ideias em produtos.

Cada etapa dessa construção nasceu de um processo de experimentação, aperfeiçoamento e descoberta. O resultado é um trabalho que não procura reproduzir o que já existe, mas encontrar caminhos próprios.

Por isso, para mim, a Tappeto nunca foi apenas sobre criar um produto.

É sobre desenvolver uma linguagem própria.

É sobre transformar conhecimento em técnica, técnica em produto e produto em uma experiência que tenha identidade.

A marca que construímos

Em 12 de agosto de 2026, a Tappeto completou uma etapa importante da sua trajetória: um ano de registro da marca.

Esse registro representa mais do que uma formalização. Ele marca um momento importante de uma história que continua sendo construída todos os dias.

A Tappeto tem raízes, mas não vive no passado.

Tudo o que foi aprendido ao longo desses anos serve como base para aquilo que ainda está por vir.

Para onde vamos

A Tappeto continua em movimento.

Quero levar cada vez mais longe a técnica que desenvolvi, ampliar as possibilidades do meu trabalho e criar novas formas de apresentar aquilo que venho construindo há tantos anos.

Novos produtos, novas experiências, novas parcerias e novos caminhos fazem parte desse próximo capítulo.

Porque uma marca não é definida apenas pelo lugar de onde veio.

Ela também é definida pelo que escolhe construir a partir daí.

A Tappeto tem uma história.
Tem uma identidade.
Tem uma técnica.
E tem muito caminho pela frente.

Tappeto
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Prazer, eu sou
Ana Ferreira Gonçalves.

Fundadora da Tappeto e apaixonada pela tapeçaria desde a adolescência.

A Tappeto nasceu do encontro entre duas partes importantes da minha trajetória: o fazer manual que me acompanha desde muito cedo e o olhar que desenvolvi ao longo dos anos sobre espaços, materiais, objetos e pessoas.

Minha história com os fios começou ainda na infância, quando descobri o prazer de criar com as mãos. Aos oito anos, ganhei meu primeiro kit de bordado.

 

Poucos anos depois vieram o tricô, os fios e as lãs. Aos quatorze, conheci a Tapeçaria de Arraiolos, e encontrei uma técnica que permaneceria comigo por toda a vida.

Tudo começou muito antes da Tappeto existir.

Durante muitos anos, a tapeçaria foi parte da minha vida de diferentes maneiras.

 

Primeiro como paixão, depois como prática e, mais tarde, como profissão.

Ao longo de mais de dez anos de prática contínua, passei a observar os pontos, estudar composições, adaptar desenhos e compreender que a tradição poderia ser muito mais do que uma técnica reproduzida sempre da mesma maneira.

Foi nesse processo que comecei a construir meu próprio olhar.

Passei a explorar os Arraiolos de uma forma diferente: preservando o conhecimento da tradição, mas abrindo espaço para novas interpretações, desenhos, materiais e possibilidades.

Quando a paixão virou profissão.

Ao longo dos anos, a Tapeçaria de Arraiolos deixou de ser apenas uma técnica que eu dominava. Aos poucos, ela se tornou a base sobre a qual comecei a construir minha própria linguagem.

Foram mais de dez anos de prática contínua, observando pontos, estudando composições, adaptando desenhos e compreendendo que a tradição não precisava ser repetida exatamente como sempre foi. Pelo contrário: ela poderia servir de ponto de partida para novas interpretações.

Foi nesse processo que comecei a olhar para os Arraiolos de uma forma diferente. Em vez de buscar apenas a reprodução histórica, passei a explorar o diálogo entre artesanato, design e arquitetura, criando peças que respeitam a tradição, mas refletem o tempo em que vivemos.

Embora a tapeçaria sempre estivesse presente na minha vida, minha trajetória profissional seguiu outros caminhos antes da Tappeto nascer.

Escolhi estudar Mecânica de Helicópteros e trabalhei na aviação até setembro de 2001. Naquele período, os atentados de 11 de setembro mudaram profundamente o setor aéreo e, como aconteceu com tantas pessoas, fui levada a repensar os rumos da minha carreira.

Foi quando mergulhei em novas áreas de conhecimento. Vieram o Design de Interiores, o Paisagismo, o Feng Shui e a Geobiologia. Cada uma dessas formações ampliou meu olhar sobre os espaços, as proporções, a composição e a forma como os ambientes influenciam as pessoas.

Hoje percebo que nada foi por acaso. Tudo o que aprendi ao longo desse caminho passou a fazer parte da Tappeto. A tapeçaria nunca deixou de caminhar ao meu lado; ela apenas esperava o momento certo para ocupar novamente o lugar de protagonista.

A Pausa

Em 2012, aquilo que sempre fez parte da minha vida deixou de ser apenas uma paixão e se tornou também a minha profissão. Anos depois, passei a me dedicar ao ensino da Tapeçaria de Arraiolos, descobrindo uma alegria ainda maior: acompanhar outras pessoas em seus próprios caminhos dentro dessa técnica.

Mais do que ensinar pontos, comecei a compartilhar uma forma de olhar para a tapeçaria — incentivando cada aluna a compreender os desenhos, adaptar projetos e desenvolver uma leitura mais contemporânea dessa tradição tão rica.

Em 2021, porém, a vida me pediu uma pausa. Após complicações da Covid e uma Síndrome de Burnout, precisei me afastar das atividades. Foi um período de silêncio, recuperação e reconstrução.

Mesmo distante das aulas, nunca me senti realmente longe da tapeçaria. O carinho das minhas alunas, as mensagens recebidas ao longo desse tempo e o incentivo constante para que eu voltasse mostraram que aquele trabalho havia criado vínculos que iam muito além do ensino.

Foi justamente durante essa pausa que a Tappeto começou a ganhar forma. Enquanto eu reconstruía meu caminho, também nascia uma marca que reunia tudo o que vivi até aqui: a tradição da Tapeçaria de Arraiolos, o design, a pesquisa, a criação autoral e o desejo de desenvolver peças e projetos pensados para atravessar o tempo.

Hoje retorno às atividades com o mesmo entusiasmo de quando descobri os Arraiolos aos 14 anos, mas com um olhar amadurecido pela experiência e pela certeza de que ainda há muito a criar, ensinar e compartilhar.

Um novo capítulo

Durante muitos anos, minhas experiências pareciam seguir caminhos diferentes.

De um lado, a tradição da Tapeçaria de Arraiolos, que me acompanhava desde a adolescência e que mais tarde se transformou em ensino.

De outro, o Design de Interiores, o Paisagismo e o interesse constante pela forma como os objetos dialogam com a arquitetura e com as pessoas. Por muito tempo imaginei que precisaria escolher entre esses mundos.

Mas a Tappeto nasceu justamente para mostrar que eles podem caminhar juntos.

Ela reúne a tradição que aprendi e ensinei durante tantos anos, o olhar do design, a pesquisa sobre materiais, a criação de peças autorais e o desejo de desenvolver projetos que façam sentido para a vida contemporânea.

Aqui, o Arraiolos continua sendo uma das minhas raízes, mas não é um limite. É o ponto de partida para novas interpretações, novas coleções e novas possibilidades de criação.

Cada projeto desenvolvido pela Tappeto nasce desse encontro entre técnica, sensibilidade e tempo.

Mais do que criar peças, meu propósito é preservar uma tradição enquanto construo uma linguagem própria, capaz de atravessar o tempo e encontrar lugar nas casas e nas histórias de outras pessoas.

A Tappeto continua em construção.

Assim como uma tapeçaria é formada ponto a ponto, a marca também cresce aos poucos, respeitando o tempo de cada projeto.

Hoje ela reúne o ensino da Tapeçaria de Arraiolos, materiais cuidadosamente preparados e peças autorais. Amanhã, novas coleções e novos objetos passarão a fazer parte dessa história.

O propósito, porém, permanece o mesmo: criar peças que tragam significado para os espaços e preservem o valor do trabalho feito à mão.

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